terça-feira, 21 de abril de 2015

GRANDE HOMEM: 30 ANOS SEM TANCREDO NEVES.


Há 30 anos, a perda do primeiro presidente civil eleito após o Regime Militar, Tancredo Neves (PMDB/MG), comovia o Brasil. Conhecido pelo seu caráter conciliador, o interlocutor da grande aliança que restabeleceu a democracia no País faleceu na noite do dia 21 de abril de 1985, vítima de

uma infecção generalizada, antes mesmo de tomar posse. Até hoje, a verdadeira causa de sua morte ainda é questionada.

A posse de Tancredo estava programada para o dia 15 de março daquele ano, dois meses após sua vitória na eleição indireta para presidente no Colégio Eleitoral. Entretanto, na véspera do evento, foi internado às pressas no Hospital de Base de Brasília, com fortes dores abominais. Diagnosticado com crise aguda de diverticulite, foi submetido a uma cirurgia de urgência. Após 38 dias de internamento e complicações cirúrgicas, Tancredo não resistiu. Suas últimas palavras dirigidas ao neto e hoje senador Aécio Neves (PSDB) foram: “Eu não merecia isso”. “Tancredo se entregou à nação, e, se o destino não o tivesse levado, essa entrega se revelaria no empenho à missão de governar o País. Responderia com seriedade, responsabilidade e firmeza à confiança e esperança que gerou em milhões de brasileiros”, afirmou Aécio.

                        TANCREDO NEVES E  AÉCIO

Tancredo nasceu em 1910, na cidade de São João Del-Rei (MG). Advogado, também atuou como empresário. Foi governador de Minas Gerais, Primeiro-Ministro, Ministro da Justiça e Negócios, Ministro da Fazenda, deputado estadual e deputado federal (por Minas). Pouco antes da instauração do regime militar, em 1964, foi o responsável por tentar convencer o então presidente João Goulart a instalar o parlamentarismo no Brasil. Durante a Ditadura, se tornou um dos principais líderes do MDB, partido de oposição ao regime. Em 1984, com o enfraquecimento do regime militar, integrou a grande campanha pelas Diretas Já. Mas apesar da mobilização popular, a emenda Dante de Oliveira, que restabeleceria as eleições diretas para presidente, não foi aprovada no Congresso. Com a derrota, seu nome foi escolhido para disputar as eleições no Colégio Eleitoral, realizada no dia 15 de janeiro de 1985. Na ocasião, Tancredo venceu o candidato do governo, Paulo Maluf, por 480 votos contra 180. Com sua morte, o vice-presidente José Sarney comandou o País até 1990, quando Fernando Collor de Mello (hoje no PTB) assumiu o cargo.


FONTE: FOLHA DE PERNAMBUCO




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