segunda-feira, 30 de junho de 2014

FILHO DE POLICIAL MILITAR MATA A NAMORADA COM A ARMA DO PAI ACIDENTALMENTE

Na noite do último sábado (28), Khetilla da Silva Santos, de 17 anos, chegou à casa do namorado no bairro Jabour, em Vitória.
Segundo informações da família do rapaz, o casal ia para uma festa de aniversário. Enquanto os dois conversavam no sofá, Kethila disse que queria tirar uma foto com a arma do pai do garoto, que é policial militar.
O rapaz pegou a arma, uma pistola 380, tirou o pente, mas não percebeu que ainda havia uma bala, na hora de passar a arma para a namorada. Nesse momento aconteceu o disparo acidental.
Desesperado, o jovem pediu ajuda para um vizinho. Os dois levaram a adolescente para o hospital São Lucas, mas ela não resistiu e morreu.
O pai da jovem, o operador de máquinas Dorivaldo Gomes Santos, ficou inconformado. “Ela era muito delicada, muito doce, é muito difícil. Um pai que é policial não pode deixar uma arma num lugar fácil para o filho. O pai tem 100% de culpa disso aí”, disse.
O policial Alexandre Oliveira também estava... consternado com o que aconteceu. “Estou muito abalado, a família toda está abalada. Conheci a menina no sábado, estive com ela, ela me beijou”, conta.
A delegacia de Divisão de Homicídios e Proteção a Pessoa (DHPP) confirma a versão da família do namorado. O jovem confessou que foi o autor do disparo e foi autuado por homicídio culposo.
O velório da jovem aconteceu em Central Carapina, na Serra, e o enterro será no cemitério Jardim da Paz, no mesmo município.
De acordo com a Corregedoria da PM, será instaurada uma sindicância regular para esclarecer como a arma, de propriedade de um membro da instituição, foi usada pelo adolescente filho do policial militar. Além disso, a Corregedoria quer esclarecer se o policial omitiu, de algum modo, a guarda do armamento. O prazo para a conclusão da investigação da PM é de 30 dias.
Ainda nesta segunda-feira (30), o chefe da Delegacia Regional de Vitória, delegado Lauro Coimbra, vai encaminhar o inquérito para a Corregedoria da Polícia Civil, para decidir se o caso será investigado pela Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa ou pela Delegacia do Adolescente em Conflito com a Lei.


Fonte: Folha de Vitória

                      
                          MICHELLE SIQUEIRA





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